Como muito bem definiu Djavan nos achando serventia para os dias frios e quietos pintados de cinza, quando o sono abandonar de vez a conciência, leiamos...

"O amor é o solitário do balcão, a retirar vagaroso o rótulo úmido da garrafa porque não pode despir sua mulher. Fica delirando em braile. Aprende inglês com as moscas. Joga dama com os cascos. Reza dez ave-marias para cada pai-nosso. Descobre que o terço é feminista. A cada vez que pensa em si, pensa dez vezes no corpo dela. Não se limpa um amor no banheiro. Limpa-se com as mangas da camisa na frente de todos. O amor é a boca assoando.O amor não pede a conta na mesa, é a conta. Não há amor se você não for o último cliente. O último a sair é que está realmente amando."
Carpinejar, em Canalha!

"Filho único, cresci na região pantanosa de Dartford. Acampamentos de férias em Dorset com meus pais, Bert e Doris. Aventuras com meu avô Gus e com o sr. Thompson Wooft. Gus me ensina meus primeiros arpejos no violão. Aprendo a levar surras na escola e, depois, a derrotar o valentão de Dartford Tech. Doris educa meus ouvidos com Django Reinhardt e eu descubro Elvis via Rádio Luxemburgo. Transformação de coroinha em rebelde da escola, até ser expulso."
Richards, em Vida

"Olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceite o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos."
Lispector, em: Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres.

"Nublada
Tarde agradável, traz penumbra para a alma, tranquilidade na certeza que o universo se resume a mim e me pesam as pálberas."
Eu, em uma tarde que me sorriu.
Crisssss
















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Realmente, ficamos órfãos... Quem foi amparado pelo humor com certas doses de glamour de TI TI TI dificilmente se acostumará com a histeria sem graça de Adriana Esteves. É com pesar que me despeço.













